Thursday, April 10, 2008

Wednesday, April 9, 2008

Auto da Paixão itinerante

A Companhia de Teatro Comédias do Minho apresenta 13º espectáculo, com circulação por 25 locais do Vale do Minho
No dia 9 de Abril, às 21h30, no concelho de Melgaço, a Companhia de Teatro profissional da Associação Cultural Comédias do Minho estreia a peça “Auto da Paixão”, com encenação de João Pedro Vaz.
Como acontece com todas as produções desta associação intermunicipal, o espectáculo será apresentado em diversos espaços/freguesias dos concelhos de Melgaço, Vila Nova de Cerveira, Monção, Valença e Paredes de Coura.
Um pouco como nas representações populares, um grupo de actores dá corpo aos últimos dias da vida de Cristo, desde a sua traição até à morte e deposição da cruz. Os actores trazem consigo tudo o que é necessário (roupas, objectos, instrumentos musicais) para representar as dezenas de personagens que participam da Paixão: fariseus, apóstolos, povo.
Entre o Auto, a procissão e a Via Sacra, a Companhia Comédias do Minho propõe uma nova versão da mais bela história de todos os tempos.

Duas perguntas ao encenador...

Ao ser convidado pela Ass. Comédias do Minho para encenar uma peça, porquê aescolha de um Auto de Paixão? Por causa das raízes rurais e religiosas dacomunidade? Por uma opção artística?

A minha primeira opção foi logo a do Auto de Paixão.
Sou transmontano de criação, venho também de um contexto rural e religioso. Hoje sou um ateu cosmopolita.
Escolher uma Auto de Paixão é óptimo para trabalhar essa minha própria contradição. Pensando bem, é uma grande contradição nacional.
Depois atrai-me o imaginário da Paixão por ser intensamente físico.
Usar este texto é, ainda, inverter as funções, transformando o momento litúrgico mais teatral num momento teatral mais litúrgico. Ficamos assim próximos do ritual que, para as pessoas, parece ser mais importante do que o teatro.


Essa escolha não pode induzir a uma certa repetição daquilo que é a tradiçãolocal, em termos de representação dramática (ainda que amadora) do tema? O queé que a sua encenação acrescenta ou traz de novo?


Esta não é uma versão etnográfica ou tradicional mas uma 'nova' encenação do Auto de Paixão.
A pretensão não é a de trazer algo de 'novo' mas de tentar uma aproximação mais pessoal.
Havia certamente um modo de representar os Autos; nós não lhe somos fiéis. Ao mesmo tempo, jogamos de modo sensível, emotivo e inteligente (assim espero) com o imaginário colectivo e privado da Paixão de Cristo.

Monday, March 17, 2008

Clima enlouquecido, frenético e intenso!


Abandonar definitivamente a ideia de que o passado poderia ter sido diferente!!!
Saudade é a certeza de ter vivido e sentido o que algum dia, em algum lugar, nos marcou para sempre!!!
As cicatrizes apenas servem para nos mentalizarmos que o passado foi real… Com que mão foi feito o ventre da noite?
O amor não é uma palavra é uma vogal de veludo.

Queima de Judas

22 De Março 23h30 – Auditório Municipal de Vila Nova de Cerveira
“A Queima de Judas – 2008”
Um espectáculo com Direcção Artística de Ana Varela e Carlos Martins, onde o lugar é um espelho em que os espectadores são convidados a rever-se através de movimentos Sentidos olhos nos olhos. Música do movimento, que amplifica os contrastes e intensifica as emoções.

Abandonar definitivamente a ideia de que o passado poderia ter sido diferente!!!
Saudade é a certeza de ter vivido e sentido o que algum dia, em algum lugar, nos marcou para sempre!!!
As cicatrizes apenas servem para nos mentalizarmos que o passado foi real… Com que mão foi feito o ventre da noite?
O amor não é uma palavra é uma vogal de veludo.

Clima enlouquecido, frenético e intenso!

Tragam roupas de calor!

Tragam roupas de frio!

Tragam óculos de sol!

Tragam guarda-chuvas!

Sinopse

“Páscoa! Tem cheiro de ovos de chocolate, de doces e pães. Cheiro de azeite, domingo com a família, rituais de alegria.
Acaso não fomos feitos todos com o mesmo barro e moldados com o mesmo amor?
O Pão como símbolo da terra fecundada e ressequida; o alimento abençoado e saboroso e também motivo da fome e da violência;
O Vinho como ânimo e partilha; a necessidade das reconciliações, do calor e da beleza da fraternidade;
Que este Pão e este Vinho levem o Homem ao mais íntimo de si próprio e a ansiar por uma vida nova. “
Ana Varela

Ficha Técnica

Direcção Artística Ana Varela e Carlos Martins
Direcção Técnica Carlos Martins

Elenco Andreia Dias João Valentim Maria da Luz Colaço Cândido Malheiro Humberto Fontes Jorge Gomes Rafael Carvalho André Afonso Leandro Esmeriz Maria José Guerreiro Sara Cristina Rodrigues Maria do Céu Fernandes Raquel Martins Hugo Ribeiro Sara Rodrigues Diogo Carvalho Sara Carpinteira João Morgado Leonor Morgado Conceição Pacheco Tânia Oliveira Liliana Alves Joana Barbosa Andreia Barbosa Joaquim Rui Faria David Amândio

Músicos Pedro Pereira Pedro Esmeriz Joana Esmeriz Gerson Ângelo Pinho


Organização Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira
Produção Comédias do Minho

A todos os envolvidos, “Gentes” de Vila Nova de Cerveira, o nosso sincero Obrigado. Sem a vossa disponibilidade, envolvimento, competência e paixão, este espectáculo não teria qualquer sentido.